Da última vez que escrevi, era o primeiro dia das Satyrianas. Foi um evento imenso. Depois disso, entramos no processo de finalizar o livro. Farei um resumo:
Durante umas duas semanas, a única coisa que fiz foi sentar-me em frente ao computador para colocar todo aquele monte de histórias que eu tinha pesquisado durante o ano. Depois disso, revisão (com uma revisora da Academia Brasileira de Letras), diagramação e, finalmente, impressão na gráfica.
Livro impresso – e aquele orgulho no peito – foi hora de entregar para a faculdade. Frio na barriga. No dia marcado, quase todo mundo estava com seu trabalho em mãos. Uma feira de vaidades, descrita pelo Rodolfo (meu orientador fofo) como “uma maternidade”: “Cada um quer mostrar seu filhinho para todo mundo.” Comigo, lógico, não foi diferente.
Depois eu tive que entregar o livro para quem faria parte da banca – o professor, jornalista e ecritor Jorge Tarquini, como convidado interno, e a jornalista e amiga Ana Lúcia Araújo, como convidada externa.
Depois disso, o momento mais tenso de todos: a apresentação. Em vinte minutos (que duraram uma hora e meia), todo o trabalho de um ano, junto com lufadas glaciais de frio na barriga, tremedeira, mãos suadas, equipamento falhando e voz embargada.
Deu tudo certo. Tiramos 10.
Então o que resolvemos fazer? Tirar merecidas férias, o que fez com que desde o mês de novembro eu não visite a Praça Roosevelt (mas depois de um ano inteiro lá, eu bem que merecia um tempo, vai). Festas de fim de ano, folga de réveillon, volta ao trabalho – em uma nova etapa profissional -, fazer um milhão de coberturas – inclusive da São Paulo Fashion Week – e coisas do tipo fizeram com que o retorno das férias da Roosevelt fosse adiado e adiado e adiado… até que o destino me levou de volta até lá.
Enfim, nos próximos posts (não prometo frequência, ok?) eu conto as histórias que ficaram escondidas nestes meses de ausência. Agora com uma novidade: estou indo a peças de teatro por toda a cidade.
Enfim, nos vemos.
Dado
PS.: Nunca contei o nome do livro aqui, não é? Bom, agora, com ele escrito, acho que já posso: Satyrizando a Praça Roosevelt: Os 20 Anos da Cia. de Teatro Os Satyros.